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Reflexão
Nossa obra mais importante
Diálogo de Ellen White a um professor e pai
Em 1913, quando se encontrava em seu lar em Elmshaven, Califórnia, a senhora Ellen White chamou um jovem que estava temporariamente em sua casa fazendo um trabalho literário para ela. Ellen White tinha então
86 anos.
Quero falar com você acerca da importante obra que devem fazer os pais da igreja. Você é um professor e também um pai. Sua obra como pai é a mais importante obra educativa que você realizou ou poderá realizar. A obra dos pais é o fundamento de toda outra obra.
Que os ministros façam tudo o que está sob sua responsabilidade; que os professores façam tudo o que puderem; que os médicos e enfermeiras façam tudo o que puderem para iluminar e ensinar o povo de Deus; mas, sobre todos os esforços, a primeira obra realizada pelos pais é a que fala mais decididamente na edificação da igreja.
Como eu gostaria – continuou ela, levantando a mão – de poder sair, como eu fazia, e parar diante das pessoas. Eu as ensinaria acerca da grande importância de educar seus filhos para Deus.
Mas irmã White – disse ele: a senhora já tem ensinado bastante. A senhora já aconselhou e eles podem ler os seus livros.
Sim, eu sei – respondeu ela – ali está escrito. Mas temo que nosso povo não leia. Temo que não entendam. E é muito importante que entendam e pratiquem, mais do que qualquer outra coisa.
Quer dizer então que ensinar os pais a educar seus filhos é a obra mais importante que nós temos?
Sim – respondeu ela enfaticamente. É a obra mais importante que está diante de nós como povo, e ainda não começamos a tocá-la nem com a ponta dos dedos.
(Arthur Spalding, Origin and History of Seventh-Day Adventist, volume 3, pgs. 200-202
Obrigado, professora!
Srta. Silvana havia pedido a seus alunos da primeira série que desenhassem alguma coisa pela qual estivessem agradecidos. Enquanto eles faziam a tarefa, ela pensava nos poucos motivos de gratidão que teriam aquelas crianças, vizinhas de um bairro humilde.
Sabia que a maioria dos alunos desenharia as mesas postas para a ceia de Natal. Isto era o que as crianças acreditavam que se esperava delas.
O que surpreendeu a Srta. Silvana foi o desenho que David fez, um menino que ela considerava como típico filho da miséria, desamparado, propenso como nenhum outro a permanecer na sombra da professora durante a hora do recreio.
Uma mão, sem dúvida, mas de quem? Esta imagem abstrata foi motivo de animada especulação na classe. “É a mão de Deus”, dizia um; “é a do camponês que cria frangos”, opinava outro. “É a polícia que nos protege”. “Eu acho” – apontou Valentina, sempre tão séria e categórica em seus conceitos – “representa todas as mãos que nos ajudam embora David só tenha desenhado uma”.
A Srta. Silvana quase se havia esquecido de David ao ver os demais alunos tão interessados. Quando finalmente conseguiu colocar os alunos para continuar trabalhando, chamou o garoto e, inclinando-se, perguntou:
- De quem é a mão?
- É sua, professora – balbuciou David.
Voltando à sua mesa, a professora lembrou que de vez em quando pegava David pela mão. Costumava fazer o mesmo com todas as crianças. Por que David deu tanta importância a este ato? Talvez seja eu quem deva ver nisto um motivo de agradecimento, pensou. A maior gratidão não se deve às coisas materiais que recebemos e,sim, à oportunidade que temos de dar algo aos outros, por menor que seja. “Mais bem aventurado é dar do que receber.” (Atos 20:35).
“Professores, tratai os vossos estudantes como filhos de Cristo, a quem Ele quer que ajudeis em todos os momentos de necessidade. Tornai-os vossos amigos. Dai-lhes evidências práticas de vosso interesse abnegado por eles. Ajudai-lhes a passar pelos lugares escabrosos. Com paciência e ternura, esforçai-vos por ganhá-los para Jesus. Só a eternidade revelará os resultados de um esforço tal.” (Ellen White, Conselhos para Professores, p. 207).
Obrigada por seu esforço e dedicação em favor das crianças e jovens da nossa igreja. Sua obra está registrada no céu. Que Deus continue abençoando seu ministério! |